31.01.2026 às 07:54h - atualizado em 31.01.2026 às 09:07h - Geral

Prefeitos da região vão cobrar governos para socorrer produtores afetados pela crise do leite

Marcos Meller

Por: Marcos Meller São Miguel do Oeste - SC

Prefeitos da região vão cobrar governos para socorrer produtores afetados pela crise do leite
Fotos: Ascom Polo

A crise enfrentada pela cadeia produtiva do leite no Extremo Oeste catarinense foi tema de uma audiência realizada na manhã desta sexta-feira, 30, no auditório da AMEOSC. O encontro reuniu prefeitos, vice-prefeitos, secretários municipais de agricultura e representantes de entidades técnicas e do setor, como Conseleite, Epagri e Sindileite. A audiência teve como foco a análise técnica do atual cenário do mercado do leite e a construção de encaminhamentos regionais diante da queda nos preços pagos ao produtor, situação que tem impactado diretamente a renda das famílias rurais e a sustentabilidade da atividade. Depois da análise da situação, foram definidos alguns encaminhamentos para enfrentar esse problema.

De acordo com o presidente da Ameosc e prefeito de Iporã do Oeste, Michel Barth, a principal definição do encontro desta sexta, 30, é a criação de uma comissão de prefeitos para ir a Florianópolis e Brasília até o começo de março. A comissão envolve prefeitos e secretários de agricultura de cinco municípios da região: Iporã do Oeste, Mondai, São Miguel do Oeste, São João do Oeste e Palma Sola./ Barth explicou que esse grupo vai reunir as reivindicações e deve ir a Brasília e Florianópolis para cobrar algumas ações para socorrer os produtores de leite. “Vamos pedir, por exemplo, restrições à importação de leite em pó, redução da carga tributária de produtos lácteos e a ampliação dos limites para enquadramento dos produtores no Pronaf”, citou o prefeito.

Barth reforçou que a encontro de ontem é o início de uma articulação regional para fortalecer o posicionamento político e institucional do Extremo Oeste diante dos governos estadual e federal nas questões do leite. “Embora os municípios não tenham ingerência direta sobre o mercado, o papel das administrações municipais é fundamental na articulação política e na defesa dos interesses dos produtores”, disse. Além dessas medidas citadas, a Ameosc vai cobrar a equiparação tributária, especialmente no que se refere aos tributos praticados em Santa Catarina em relação aos estados do Rio Grande do Sul e Paraná, tornando o setor catarinense mais competitivo.

Foto(s): Ascom Polo

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