30.12.2025 às 15:36h - Geral
Mesmo com os impactos do tarifaço dos Estados Unidos, os juros altos e a incerteza com a reforma tributária, a indústria catarinense deve terminar 2025 no azul. A avaliação é do vice-presidente regional da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Astor Kist.
Segundo ele, um dos fatores que mais prejudicaram o setor neste ano foi a sobretaxa imposta pelos EUA a alguns produtos, especialmente os móveis. “Essa medida causou sérias dificuldades para várias empresas e teve reflexos em toda a economia catarinense”, afirma.
Para tentar minimizar os efeitos, a FIESC atuou ao lado das indústrias, buscando novos mercados e tentando reduzir os impactos da tarifa extra.
Outro ponto que travou o crescimento foi a manutenção da taxa de juros em patamares elevados, o que encareceu o processo produtivo e limitou os investimentos. “Com os juros altos, muitos projetos de expansão foram adiados”, lamenta Kist.
Ele também destacou a incerteza trazida pela reforma tributária. “Muitos pontos ainda não estão claros, o que gera insegurança no setor e faz as empresas pisarem no freio”, explica. Além disso, a falta de mão de obra qualificada continuou sendo um gargalo para o setor ao longo do ano.
Mesmo assim, o cenário não é só de preocupação. Na visão de Kist, a indústria de Santa Catarina conseguiu avançar em 2025. “Continuamos produzindo, contratando e movimentando a economia. Por isso, acreditamos que o setor vai fechar o ano com números positivos”, conclui.
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