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30.12.2017 às 12:56h - atualizado em 30.12.2017 às 18:48h - Geral

Delegacia da mulher registra mais de 1,5 mil boletins de ocorrências em 2017

Marcos Meller

Por: Marcos Meller São Miguel do Oeste - SC

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Delegacia da mulher registra mais de 1,5 mil boletins de ocorrências em 2017
Marcos de Lima / Portal Peperi

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A delegacia de proteção à mulher teve mais trabalho neste ano do que em 2016. Em entrevista para a Peperi, o delegado José Airton Stang disse que a Dpcami registrou cerca de 1.500 boletins de ocorrência e 150 inquéritos policiais abertos para investigar os casos de violência contra a mulher. Na visão do delegado, a estatística aumentou na comparação com anos anteriores por duas razões principais: maior conscientização, que leva ao crescimento das denúncias e ao acirramento das relações de gênero. Stang falou que o homem ainda não aprendeu a lidar com a emancipação feminina, o que gera desentendimentos e agressões domésticas.

Apesar do aumento dos casos de violência contra a mulher que chegam ao conhecimento da polícia, ainda existe um grande número de subnotificações. O delegado da Dpcami, José Airton Stang, comentou que muitos casos ainda ficam entre quatro paredes. Ele explicou que as mulheres que buscam o apoio da polícia conseguem uma boa resposta da Dpcami. O delegado disse que neste ano foram encaminhados 202 pedidos de medidas protetivas para mulheres vítimas de violência. O número é três vezes maior do que o registrado em 2010.

O espectro da violência contra a mulher é muito grande e envolve diversos tipos de agressões domésticas, segundo Stang. Ele citou que a ameaça é o tipo de violência que acontece com mais frequência na região.

A falta de efetivo, mais uma vez, foi a principal dificuldade enfrentada pela delegacia de proteção à criança, adolescente, mulher e idoso em 2017. De acordo com o delegado, o ideal seria se a estrutura tivesse 10 servidores, o dobro da quantidade atual. O delegado comentou que houve um concurso para o ingresso de novos policiais neste ano, mas ainda não há uma garantia de que a Dpcami vá receber novos profissionais. Apesar desse problema, Stang disse que a delegacia faz um bom trabalho e consegue atender as mulheres vítima de violência que buscam a proteção da polícia.

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