30.10.2019 às 10:54h - atualizado em 30.10.2019 às 16:13h - Cultura

Alemães descendentes da Romênia relatam vivências de intercâmbio no Extremo Oeste Catarinense

Joana Reichert

Por: Joana Reichert Iporã do Oeste - SC

Alemães descendentes da Romênia relatam vivências de intercâmbio no Extremo Oeste Catarinense

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A visita na sede do Consulado da Romênia em Iporã do Oeste nesta segunda-feira encerrou o roteiro de visitas de integrantes da Associação dos Bessarabianos de Stuttgart, Alemanha.

Os alemãs com descendência romena visitaram cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, como Mondaí, Itapiranga, São João do Oeste e Iporã do Oeste.

Os encontros tiveram a participação de descendentes e autoridades, a exemplo do prefeito de Iporã do Oeste Lucio Mallmann e do vice-prefeito, também descendente, Alexandre Ruscheinsky.

Conforme o Cônsul Geral Honorário da Romênia, Edson Roberto Dreher, a comunidade romena na região Extremo Oeste Catarinense e no país como um todo se formou a partir de várias famílias que vieram da Romênia para o Brasil. Já no caso dos alemães, os descendentes permaneceram na Romênia e depois do acordo retornaram para a Alemanha.

O objetivo da vinda dos alemães para o Brasil foi percorrer e conhecer os locais por onde muitos descendentes romenos passaram e formaram família.

O presidente de Honra da Associação dos Romenos Bessarabianos do Extremo Oeste Catarinense, Nicodemos Müller, nasceu em Krasna, Bessarábia, região da Romênia, e veio para o Brasil com seis meses de idade. Ele explica que na chegada ao país desembarcou em São Paulo, onde a família trabalhou nos cafezais. Como o fazendeiro só se interessava pelo trabalho e não pela religião e a escola, as famílias acabaram não permanecendo no local. Em função de já ter familiares em Porto Feliz, hoje Mondaí, a família Müller acabou vindo morar na região. Nicodemos conta que, como Mondaí estava sendo colonizada por evangélicos, a família se mudou para Porto Novo, hoje Itapiranga, onde a colonização era feita por jesuítas. Hoje Nicodemos mora com sua esposa Rufina Kunz Müller em Cristo Rei, São João do Oeste.

Os alemães descendentes romenos concederam entrevista à Rádio Oeste logo após o encontro no consulado. As falas em alemão tiveram a tradução de Nicodemos Müller.

Erika Wiener, vice-presidente da Associação dos Alemães Bessarabianos, afirma que ficou surpresa com o grande número de descendentes na região e com a semelhança de muitos hábitos entre os dois povos.

Outra descendente alemã, Christa Hilpert, conta que pretende escrever um livro sobre a história dos descendentes que saíram da Romênia e fazer a distribuição gratuita aos interessados.

Para Gerhard Treichel, a visita foi uma surpresa e espera que as amizades que fez na região permaneçam e tragam bons frutos.

O descendente Viktor Fritz relata de forma emocionada as experiências que teve na região. Para o grupo de alemães, diferente do que ouviram falar, o país brasileiro tem sim muitas coisas boas das quais pode se orgulhar e eles levam daqui uma boa imagem do Brasil.

Foto(s): divulgação

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