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30.07.2020 às 07:10h - atualizado em 30.07.2020 às 12:52h - Agricultura

Agricultores que provarem poder de pagamento poderão realizar novos financiamentos

João Bresolin

Por: João Bresolin São Miguel do Oeste - SC

Agricultores que provarem poder de pagamento poderão realizar novos financiamentos
Arq. Portal Peperi

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O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Miguel do Oeste esteve empenhado desde o mês de maio deste ano para facilitar e modificar questões do plano safra 2020-2021. A informação é do presidente da entidade, Joel de Moura.

Ele participou do RPN segunda edição desta semana e trouxe informações sobre as conquistas alcançadas nesse período. Segundo ele, houveram muitos avanços positivos, porém, o Sindicato esperava mais. Entre os itens que tiveram mais conquistas está o ligado a renegociação de dívidas por parte dos produtores rurais.

Ele afirmou que com a mudança conseguida os agricultores poderão realizar a renegociação das dívidas existentes até o final de outubro deste ano. Antes, havia uma portaria do mês de abril desse ano que previa a renegociação até o final de agosto apenas. Joel ressaltou que a alteração para o mês de outubro foi possível graças a uma nova medida do governo federal.

O sindicalista declarou que os agricultores que optarem pela renegociação das dívidas e quiserem mais tarde realizar um novo financiamento terão que provar que possuem condições de realizar os pagamentos em dia. Ele explicou que essa “prova” terá que ser realizada junto ao agente financeiro para que uma nova linha de crédito de custeio ou investimento seja liberada ou não para o agricultor.

Joel de Moura lembrou que em maio não havia essa possibilidade e aqueles que buscassem a renegociação não poderiam realizar novos pedidos até a quitação da dívida renegociada. O presidente reforçou que essa ação só foi possível visto a união dos Sindicatos junto ao Ministério da Agricultura e Fazenda.

Ele comentou que o volume de pedidos de renegociação de dívidas até o momento foi extremamente baixo. Ele acredita que a baixa procura se dá pelo fato dos agricultores terem ficado com receio de prorrogar e depois não conseguir novos investimentos. A expectativa é que com essa mudança mais pessoas busquem essa opção junto ao Banco do Brasil e as Cooperativas de Crédito.

Joel de Moura reforçou que a orientação do Sindicato é que aqueles que puderem, façam o pagamento e busquem novas linhas de crédito visto que as atuais taxas de juros são mais baixas e atrativas do que as presentes nos contratos em vigência.

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