28.01.2026 às 10:25h - Santa Catarina
A Polícia Civil de Santa Catarina apresentou nesta terça-feira, 27, os avanços da investigação sobre os maus-tratos que causaram a morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. Familiares de adolescentes suspeitos do crime foram indiciados por coação no curso do processo, após tentarem pressionar testemunhas.
Durante coletiva de imprensa, a delegada Mardjoli Valcareggi, da Delegacia de Proteção Animal da Capital (DPA), destacou o trabalho minucioso da investigação, que incluiu mais de 1.000 horas de análise de imagens de 14 câmeras, além de mais de 20 depoimentos.
O crime ocorreu no início de janeiro e ganhou repercussão nas redes sociais. O cachorro, conhecido por frequentar a Praia Brava, foi brutalmente agredido e não resistiu aos ferimentos, morrendo durante atendimento veterinário.
Mandados e apreensões
Na segunda-feira, 26, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências dos adolescentes e dos adultos envolvidos. Foram apreendidos celulares e equipamentos eletrônicos, que agora passam por perícia. A Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (DEACLE) segue responsável pelo procedimento envolvendo os adolescentes.
O delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, reforçou o compromisso da corporação com a causa animal e lembrou que a identificação dos adolescentes segue protegida por sigilo, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Fonte: Governo de Santa Catarina
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