27.02.2026 às 10:29h - atualizado em 27.02.2026 às 10:44h - Geral
Um novo golpe aplicado por estelionatários causou um prejuízo financeiro expressivo para um empresário do município. Os golpistas entraram em contato com a vítima e fizeram ameaças de que a pessoa, que tem processos na justiça, poderia ser presa. O estelionatário se apresentou como promotor de justiça e pediu um valor para evitar a prisão. A vítima fez transferências por links de pagamento e perdeu R$ 223 mil. Somente depois de conseguir contatar com a advogada é que o casal de empresários identificou que se tratava de um golpe.
A advogada dos empresários, Lilian Gabiatti, disse que recebeu uma ligação do cliente relatando que tentou contatar a esposa durante toda a tarde de ontem, mas não conseguiu. Depois de um tempo, o empresário conseguiu falar com a esposa e ela informou que estava resolvendo uma questão com o promotor. Lilian, então, alertou o cliente de que era um golpe. O valor repassado aos golpista era fruto de um empréstimo para a aquisição de uma máquina.
Nos últimos meses, foram aplicados diversos golpes envolvendo dados de processos judiciais. A modalidade mais comum é a do falso advogado. De acordo com a advogada Lilian Gabiatti, os golpistas acessam dados de processos públicos e tentam retirar dinheiro das pessoas. “Os golpistas estão cada vez mais especializados, usando fotos dos advogados e dados reais dos processos”, disse. Ela comentou que os criminosos alegam que houve uma decisão favorável e que precisam do dinheiro para pagar taxas e liberar os valores das ações.
A advogada emitiu um alerta e orientou as pessoas a conversar diretamente com o advogado quando ocorrer qualquer tipo de contato por whatsapp. “Não acreditem na primeira palavra, não cliquem em links e não façam nenhum tipo de pagamento”, orientou. O alerta é para que as pessoas devem ter todos os cuidados para evitar os prejuízos.
A advogada defendeu uma reflexão sobre o princípio da publicidade dos atos processuais. Ela disse que como os golpistas estão usando os dados dos processos para lesar as pessoas, a questão agora é de segurança pública. Na visão da advogada, é preciso pensar em mecanismos para proteger as partes desse tipo de golpe.
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