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25.03.2018 às 01:09h - atualizado em 25.03.2018 às 09:22h - Política

Confrontos marcam o ato do ex-presidente Lula em Chapecó

Cristian Lösch

Por: Cristian Lösch São Miguel do Oeste - SC

Confrontos marcam o ato do ex-presidente Lula em Chapecó
Marco Favero

O clima foi de tensão na noite deste sábado, 24, na praça Coronel Bertaso, em Chapecó, onde centenas de pessoas se reuniram para o comício do ex-presidente Lula (PT). Antes dos discursos houve confrontos entre manifestantes pró e contra Lula. A Polícia Militar (PM) usou balas de borracha e bombas de efeito moral. Mais cedo, os manifestantes contrários ao ex-presidente, separados dos demais por uma grade, atiraram ovos nos apoiadores do petista enquanto gritavam o nome do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

Embora estivesse marcado para 19h, o ato atrasou e o discurso de Lula começou apenas por volta de 21h, após algumas lideranças locais falarem. O ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad também esteve presente. As primeiras palavras do ex-presidente se voltaram contra os manifestantes opositores presentes ao evento. O petista frisou que todo o ato foi feito dentro da legalidade, com anuência da PM. E ironizou:

— Fazia tempo que um comício meu não tinha tanto rojão, tanta comemoração.

Lula criticou o que chama de "perseguição" a ele:

— Desafio eles a provarem o único crime que eu cometi. A perseguição não é ao Lula, é ao que o PT fez por esse país — afirmou ao se referir ao judiciário, à mídia e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Como fez no ato pela manhã, em Florianópolis, reiterou que não tinha a intenção de ser candidato, mas dado o contexto e as "mentiras inventadas contra ele", decidiu "comprar a briga". Não citou diretamente a condenação, a pena e o recurso, mas disse que "embora não esteja acima da lei, também não estou abaixo de nada. Estou aqui me defendendo, estou aqui desafiando eles a provarem que cometi algum crime".

O petista ainda criticou cortes nas pastas de saúde e educação promovidos pelo presidente Michel Temer (PMDB) e prometeu um referendo ou constituinte para revogar as medidas consideradas "polêmicas".

Clima de confronto desde a chegada

Logo no momento da chegada do ex-presidente ao aeroporto Serafin Bertaso, dezenas de manifestantes tentaram impedir a saída da comitiva. Pelo menos 15 deles estacionaram carros ao longo da via de saída do aeroporto para bloquear a passagem dos veículos, e outros colocaram caixas de ovos na estrada. A comitiva, então, usou uma rota alternativa para se dirigir ao centro da cidade.

Fonte: Diário Catarinense

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