23.10.2018 às 10:15h - atualizado em 23.10.2018 às 11:32h - Política

Justiça concede liminar contra empresa de Palma Sola por assédio eleitoral

Kelly Figueiró

Por: Kelly Figueiró São José do Cedro - SC

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Justiça concede liminar contra empresa de Palma Sola por assédio eleitoral

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A Justiça do Trabalho de São Miguel do Oeste concedeu uma liminar contra a direção da empresa Fibroplast, de Palma Sola, com o objetivo de combater práticas ilícitas de assédio eleitoral na relação de emprego.

De acordo com denúncia do Ministério Público do Trabalho, o proprietário da empresa, Luiz Henrique Crestani, teria tentado induzir o voto dos funcionários ao colocar um cartaz na empresa em que prometia folga aos empregados caso o candidato a presidente Jair Bolsonaro fosse eleito no primeiro turno.

Além disso, gravou vídeos dentro da empresa mostrando cartazes do candidato.

O juiz do Trabalho Ozeas de Castro acatou o pedido da promotoria. Ele caracterizou a situação como ofensiva aos direitos fundamentais dos trabalhadores.

Para o magistrado, toda e qualquer conduta que venha a coagir os empregados a votar em determinado candidato ou a participar de atividade ou manifestação política sob promessa de vantagem ou desvantagem ligada ao contrato de trabalho é irregular.

O juiz determinou que o proprietário da empresa divulgasse a decisão judicial no local de trabalho e gravasse um vídeo com o teor da decisão, que determina a não adotar condutas que tentem influenciar o voto dos empregados, nem prometer vantagens.

A multa é de R$ 20 mil para cada item em caso de desobediência, além de processo criminal.

CONTRAPONTO

O empresário Luiz Crestani disse que foi surpreendido com a intimação. Ele afirmou que o cartaz foi apenas para alertar colaboradores e fornecedores, além de amigos, que a empresa estaria fechada caso a definição da disputa pela Presidência ocorresse no primeiro turno. Ele garantiu não ter coagido ninguém.

O Portal Peperi entrou em contato com o empresário, que reafirmou que jamais pediu voto ou fez pesquisa eleitoral na empresa. Ele entende que a acusação é descabida, mas, que cada pessoa tem um entendimento e interpretação diferente sobre o caso.

Ele antecipou que vai cumprir a determinação da Justiça que é evitar as manifestações.

Fonte: NSC / Portal Peperi

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