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Polícia

22.04.2020 às 10:18h - Polícia

Com 34 anos de profissão, sargento enaltece evolução no trabalho da Polícia Militar Rodoviária

Joana Reichert

Por: Joana Reichert Iporã do Oeste - SC

Com 34 anos de profissão, sargento enaltece evolução no trabalho da Polícia Militar Rodoviária

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No dia 12 de fevereiro o primeiro sargento Sérgio Becker assinou a reserva. O sargento Becker atuou na Polícia Militar Rodoviária desde 1986, completando 34 anos de atuação neste ano.

Segundo o policial, agora na reserva, o ingresso na Polícia Militar Rodoviária ocorreu após o curso realizado na época em Florianópolis. Em 03 de janeiro de 1986 iniciou os trabalhos no posto 12 de Iporã do Oeste.

Sargento Becker recorda que quando ingressou na PMR o efetivo do posto 12 contava com oito policiais, e chegou a ter 32 profissionais.

Atualmente, com o reforço do efetivo do TOR, o Tático Ostensivo Rodoviário, são 19 policiais. Para o sargento, em todos estes anos foram muitas evoluções, principalmente com as tecnologias, viaturas e novos equipamentos mais modernos, mas também, o aumento na demanda de trabalho.

Nestes mais de 30 anos de profissão, o sargento Sérgio Becker cita que ocorreram também muitas alterações na abrangência da Polícia Militar Rodoviária. Ele recorda que os asfaltos de Descanso a Tunápolis e de Iporã do Oeste a Mondaí não existiam.

O quadro que fica em frente ao posto 12, onde são registrados os dias sem acidentes com vítimas fatais, se tratava apenas da antiga SC 386, hoje SC 163, de São Miguel do Oeste a Iporã do Oeste. A rodovia de Iporã a Itapiranga era denominada de 472.

Em relação a viaturas, o sargento recorda que começou os trabalhos no posto com uma Caravan e uma Brasília. Naquela época, os policiais rodoviários também faziam o transporte das vítimas dos acidentes para atendimento médico nos hospitais.

Becker afirma que além de policial, também era socorrista e psicólogo para confortar as vítimas. O sargento encerra sua carreira policial, mas dois filhos seus dão continuidade a mesma profissão.

Os momentos mais difíceis vividos durante a sua profissão, conforme o sargento, foram quando teve que atender acidentes com vítimas fatais. Sérgio Becker diz que sempre pediu proteção a Deus para que não precisasse atender acidentes que vitimassem crianças, pela tristeza que isso representa.

O sargento recorda que quando iniciou os trabalhos por volta da década de 1980, a polícia também tinha a função de ir até a casa das famílias comunicar sobre acidente envolvendo familiar ou conhecido.

Sargento Becker considera que hoje acontecem muitos abusos nas ocorrências, em que divulgações sem autorização acabam sendo feitas e por muitas vezes familiares ficam sabendo do fato desta forma. Naquela época o posto rodoviário não possuía nem telefone, e um orelhão próximo era usado para a comunicação.

Apesar de ter entrado na reserva, Becker lembra que ainda poderá ser chamado em caso de necessidade para os trabalhos internos do posto.

Foto(s): divulgação/arquivo pessoal/Jornei de Souza

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