20.08.2019 às 08:51h - Geral

Familiares das vítimas do acidente da Chapecoense pedem apoio de Bolsonaro

João Bresolin

Por: João Bresolin São Miguel do Oeste - SC

Familiares das vítimas do acidente da Chapecoense pedem apoio de Bolsonaro
Divulgação

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Quase três anos depois da queda do avião, em novembro de 2016, representantes da Associação das Famílias das Vítimas do Voo da Chapecoense (Afav-C), Fabienne Belle e Mara Paiva estão na expectativa de um encontro com o presidente, Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto.

A audiência está marcada para a tarde desta terça-feira, 20, e foi intermediada pelo senador Jorge Kajuru (Patriota – GO). O político já tinha uma reunião prevista com o presidente e conseguiu incluir na pauta a situação das famílias que ainda aguardam um acordo de indenização que considerem justo. Também devem participar os senadores Romário (Podemos- RJ), Leila Barros (PSB-DF) e o presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS).

No encontro a Afav-C quer saber de Bolsonaro como o governo brasileiro poderia, por vias diplomáticas, ajudar na batalha judicial que envolve a empresa Lamia, dona da aeronave, a seguradora Aon, as autoridades bolivianas e colombianas de aviação e as famílias das vítimas.

Segundo a associação, na apólice da seguradora para o voo há pontos “inaceitáveis”. Um deles, explicou Mara Paiva, é que mesmo sabendo que a boliviana Lamia operava frequentemente voos para a Colômbia, uma cláusula de exclusão territorial, exime a empresa de responsabilidade em caso de acidente em território colombiano.

Outra queixa é a aprovação de um plano de voo, sem pausa para abastecimento, de uma aeronave que não tinha autonomia para voar de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia para o Aeroporto José Maria Córdova, em Rionegro, na Colômbia.

— Precisamos envolver o governo na causa e tratarmos deste tema diretamente com o presidente Bolsonaro. A última esperança das famílias que perderam seus entes queridos é o governo brasileiro. Elas precisam de ajuda e tenho certeza que o presidente vai entender — afirmou Romário.

Até agora o escritório que representa a seguradora, fechou acordos com 23 famílias, pagando U$ 225 mil para cada uma em condição de auxílio. Em troca, elas abriram mão de ações contra seguradoras e autoridades regulatórias.

Representantes das famílias das vítimas questionam o valor. Elas afirmam que até meses antes da queda do avião da Lamia, o valor da apólice que era U$ 300 milhões, passou a ser de U$ 25 milhões.

Fonte: NSC

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