20.01.2026 às 16:10h - Santa Catarina
O Conseleite, conselho que reúne representantes da indústria e dos produtores de leite de Santa Catarina, realiza nesta sexta-feira, 23, a primeira reunião do ano. O principal item da pauta é a definição do preço de referência do litro de leite que será pago aos produtores em fevereiro.
A informação é do presidente do Conseleite, Selvino Giesel. Segundo ele, a tendência é de manutenção ou até nova queda nos preços, que seguem pressionados desde o segundo semestre de 2025.
"Os valores médios estão abaixo de R$ 2 por litro. O setor ainda não conseguiu superar a crise que se agravou no ano passado", afirmou Giesel.
Além do valor de referência, o conselho vai discutir as dificuldades que marcam o início de 2026. A avaliação do presidente do Conseleite é de que o ano começou complicado tanto para as indústrias quanto para os produtores.
"Os estoques seguem altos. A importação de leite em pó diminuiu, mas ainda não chegou ao nível ideal. E nessa época do ano o consumo também cai", explicou.
Giesel afirmou ainda que, apesar das reivindicações apresentadas por sindicatos, federações e entidades como o próprio Conseleite, o setor segue frustrado com a resposta dos governos.
"O sentimento é de frustração. Alguma coisa vem, alguma ajuda aparece, mas é muito tímida diante da grande oferta que temos hoje. Precisaríamos de muito mais", desabafou.
Uma das apostas do setor é no programa estadual Leite Bom Santa Catarina, anunciado pelo governo catarinense em 2025. Para Giesel, a iniciativa foi um passo importante, mas precisa ser reforçada.
"Esperamos que o programa seja ampliado. Se houver compra de leite em pó por parte do governo estadual, já ajuda. Mas o ideal é que o governo federal também entre nisso. Estávamos contando com isso. Pelo menos 100 mil toneladas", disse.
Giesel ainda fez um alerta muitos produtores estão deixando a atividade, o que pode causar desabastecimento no futuro.
"A população que hoje se beneficia de preços mais baixos pode pagar a conta junto com toda a sociedade, se nada for feito", concluiu.
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