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19.05.2020 às 16:40h - atualizado em 19.05.2020 às 16:50h - Geral

Abusadores aproveitam quarentena para praticar violência sexual infanto-juvenil

Rafael Rintzel

Por: Rafael Rintzel Campo Erê - SC

Abusadores aproveitam quarentena para praticar violência sexual infanto-juvenil

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Geralmente as escolas auxiliam muito na identificação dos casos, mas como as aulas presenciais estão suspensas, as autoridades perdem uma grande parceira no combate ao crime dentro da sociedade. Quem revela é Nelson Tresoldi, presidente do Conselho dos Direitos da Criança e Adolescente de Campo Erê.

Ele apresenta o levantamento que serve para conscientizar o país todo sobre esse tipo de crime. 70% dos abusos sexuais contra menores são praticados dentro de casa mesmo. Este ano, o Conselho Tutelar recebeu apenas uma denúncia. O presidente da instituição pergunta: “Como fica o restante?” O grande problema, aponta Tresoldi, é que os abusadores têm uma rede de proteção muito forte.

No país inteiro, em 2018, foram registradas trinta e duas mil denúncias de crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Em muitos casos, as vítimas foram crianças com no máximo nove anos de idade.

Para o presidente, é difícil aceitar, mas na maioria dos crimes a mãe sabe do problema com seu parceiro e fica calada. Não são raros, acrescenta Tresoldi, os casos em que a mãe é quem pratica abuso contra o filho.

São vários os sinais que a criança apresenta quando está sendo abusada. Os principais são: ansiedade, pesadelo, dores no corpo, dificuldade de concentração, agressividade e muito abatimento.

Nelson Tresoldi destaca que quando alguém sabe de alguma coisa, deve avisar o Conselho Tutelar ou a polícia. Conforme ele, eliminar o problema não dá, mas se todos fizerem sua parte, é possível diminuir bastante as agressões sexuais contra crianças e adolescentes.

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