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19.03.2020 às 19:18h - Coronavírus

Prefeita de Guayaquil, no Equador, pede que veículos impeçam pouso de avião

Cristian Lösch

Por: Cristian Lösch São Miguel do Oeste - SC

Prefeita de Guayaquil, no Equador, pede que veículos impeçam pouso de avião
Divulgação

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A prefeita da cidade equatoriana de Guayaquil, no Equador, ordenou bloquear com carros a pista de aterrissagem do aeroporto de sua cidade para impedir o pouso de um avião da companhia aérea espanhola Iberia, por temor ao coronavírus. Cynthia Viteri admitiu que ordenou na quarta-feira que carros bloqueassem a pista do aeroporto internacional José Joaquín de Olmedo, o que é investigado pela Procuradoria equatoriana.

"Assumo a responsabilidade de ter mandado os veículos do município de Guayaquil para impedir que o avião da Iberia aterrissasse aqui com onze passageiros de Madri", afirmou Viteri em um vídeo divulgado pelo município nas redes sociais. Vários carros invadiram a pista do terminal e estacionaram na mesma, de acordo com imagens divulgadas nas redes sociais, dificultando as operações.

No Equador rege o estado de exceção pela pandemia do coronavírus, que deixou no país 3 mortos e quase 200 infectados. Todos os voos estão proibidos desde segunda-feira. O avião da Iberia, que carregava somente a tripulação, aterrissou sem inconvenientes em Quito. O ministério de Transporte e Obras Públicas indicou que é permitida a entrada no país de aviões sem passageiros para buscar estrangeiros e rejeitou a ação da prefeitura de Guayaquil.

Viteri argumentou que tomou a medida porque a província de Guayas, cuja capital é Guayaquil, está "isolada" do resto do país por concentrar a maioria dos contagiados. "Assumo a responsabilidade de proteger minha cidade", acrescentou. O voo da Iberia "chegou vazio e, devido aos incidentes levantados em Guayaquil, aterrissou em Quito", destacou a Direção Geral de Aviação Civil em comunicado.

A secretaria de Transporte observou que esse tipo de medida "dificulta a atividade aérea planejada" no contexto da emergência decretada pelo presidente Lenín Moreno na semana passada, que inclui o estado de exceção, suspensão do trabalho presencial e toque de recolher. O Covid-19 pode infectar cerca de 800 mil pessoas no Equador, com 17,4 milhões de habitantes, de acordo com o presidente. Como Guayas foi a mais atingida pelo vírus, as autoridades endureceram as medidas nessa quarta-feira para essa província, ao proibir a entrada e saída de pessoas, salvo aqueles que transportam alimentos e medicamentos.

Fonte: Correio do POVO

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