18.01.2018 às 11:59h - atualizado em 18.01.2018 às 15:54h - Geral

Iporã-oestina responde pela coordenação da Patrulha Maria da Penha de Porto Alegre

Joana Reichert

Por: Joana Reichert Iporã do Oeste - SC

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Iporã-oestina responde pela coordenação da Patrulha Maria da Penha de Porto Alegre

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Crescida na comunidade de São Lourenço, interior de Iporã do Oeste, local onde sua família ainda reside, e atualmente coordenadora geral da Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, a capitã Clarisse Heck detalha que iniciou os trabalhos frente à Patrulha no mês de setembro de 2016, mas que o projeto existe desde 2012 na Polícia Militar do Rio Grande do Sul, sendo uma experiência pioneira na Brigada Militar, e que serviu de base para a implantação em vários outros estados do país.

Capitã Clarisse lembra que este é um tema pouco abordado em muitas localidades, mas enfatiza que é o início e um grande passo de um trabalho que precisa ser despertado para receber a atenção necessária quanto às questões da violência contra a mulher.

Ela explica que cursos de formação e capacitação são oferecidos aos policiais militares como preparação para atuar na Patrulha Maria da Penha.

Os treinamentos despertam as questões da sensibilidade, do olhar, do empenho pessoal para com a temática da violência contra a mulher.

A capitã acrescenta que este preparo possibilita os profissionais a lidarem com as situações encontradas no dia a dia dos atendimentos, pois é um problema freqüente nos mais diversos segmentos e em todas as classes sociais.

A coordenadora da Patrulha Maria da Penha traz dados de que, no ano passado, nas 27 cidades onde a atividade da Patrulha é realizada, foram registrados mais de 15 mil atendimentos a mulheres que sofreram algum tipo de violência.

A capitã Clarisse Heck afirma que a partir do momento que a vítima registra a denúncia da violência em uma delegacia, ela deve solicitar a medida protetiva de urgência.

Assim que deferida pelo Judiciário, é encaminhada para a Patrulha Maria da Penha que inicia a fiscalização da medida na residência da vítima.

A capitã conclui que, mesmo com a falta de estrutura e recursos, o trabalho de extremo profissionalismo e dedicação dos policiais foi fundamental para todas as conquistas colhidas até agora, principalmente os feminicídios que foram evitados.

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