17.07.2018 às 14:00h - atualizado em 18.07.2018 às 08:51h - Trânsito

BR-163 registra cerca de 150 acidentes por ano

Kelly Figueiró

Por: Kelly Figueiró São José do Cedro - SC

BR-163 registra cerca de 150 acidentes por ano

O número varia, mas, é a média estimada em um estudo de análise do perfil de acidentes na BR-163 realizado pela Polícia Rodoviária Federal no ano passado. O trabalho foi elaborado pelo comandante da PRF no Oeste Catarinense, Gabriel de Barros. Ele afirma que o trabalho foi amplo e reuniu dados do sistema da PRF sobre todas as ocorrências registradas entre São Miguel do Oeste e Dionísio Cerqueira entre janeiro de 2011 até 31 de agosto de 2017.

O levantamento traz a quantidade de acidentes, pessoas lesionadas e óbitos constatados, a pedido do Ministério Público Federal de São Miguel do Oeste, para subsidiar uma ação civil pública.

Barros revela que neste período, foram verificadas muitas colisões traseiras e transversais. Ele acredita que as características da região contribuem, já que muitos motoristas acessam vias secundárias para entrar em comunidades, empresas e propriedades rurais. O estudo revela ainda que as principais causas foram a falta de atenção, velocidade incompatível e por não guardar distância segura entre um veículo e outro

O agente da PRF afirma que a quantidade varia muito, devido ao clima e fatores individuais, como embriaguez no volante. Mas, ele estima que a média seja de 150 acidentes ao ano nos 65 quilômetros. Nestes sete anos e meio foram 1.100 acidentes com 760 pessoas feridas. Além disso, no período analisado houve 43 mortes. O maior índice de óbitos foi a partir de 2015.

Apesar dos buracos e imperfeiçoes, Gabriel considera que não é possível correlacionar os acidentes com as condições da rodovia em decorrência das obras. A conclusão aponta que durante este período não foi possível estabelecer uma tendência de crescimento ou redução. Ele lembra que a condição pode inclusive reduzir o número de ocorrências, já que força o condutor a ter maior atenção e reduzir a velocidade.

Gabriel de Barros afirma que apenas 5% do total dos registros ocorreram devido às condições do pavimento.

Foto(s): Arquivo Portal Peperi

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