15.05.2019 às 16:07h - atualizado em 15.05.2019 às 17:50h - Geral

Artista circense relata como é a vida de quem trabalha no circo

Joana Reichert

Por: Joana Reichert Iporã do Oeste - SC

Artista circense relata como é a vida de quem trabalha no circo

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O integrante do circo Torres, que está em Iporã do Oeste, Flávio Pacheco, é natural do Uruguai, nasceu e se criou no circo, assim como sua esposa Danieli e o filho do casal, que viajam com ele para as apresentações.

Com nove anos de idade ele veio para o Brasil e passou a integrar o circo, que na época pertencia ao seu avô. O circo da família acabou encerrando suas atividades e Flávio passou a trabalhar em outros circos.

Flávio e Danieli trabalharam juntos em um circo em São Paulo. Os negócios estavam fluindo e o casal havia oficializado a união, quando, há três anos, Flávio descobriu que estava com leucemia.

Entre o tratamento e recaídas do câncer, ele recebeu um transplante de medula óssea, de seu próprio irmão, que foi compatível para a doação.

Após a cura, há cerca de um mês Flávio pôde voltar para o picadeiro, o que, para ele, foi uma das maiores realizações. No circo, ele atua como palhaço e no globo da morte. A esposa Danieli atua como trapezista.

Para viver na estrada, entre uma cidade e outra, são utilizadas as casas móveis, chamadas de trailers, que já são equipadas com toda estrutura básica.

O circo Torres é composto por quatro famílias, totalizando cerca de 15 pessoas, todas nascidas e criadas em circo. Flávio Pacheco afirma que ainda existe muito preconceito contra os circos e quem trabalha neles e, frequentemente, a expressão palhaço é utilizada como xingamento.

Ele considera isso uma ofensa e preconceito contra quem trabalha na atividade. Para o artista circense, o circo é um momento de esquecer das tecnologias, desestressar e chorar de tanto rir da forma mais natural.

Instalado em Iporã do Oeste desde a semana passada, o circo fará apresentações até este final de semana, com espetáculos a partir das 20h30.

Para atuar no município foi necessária a regularização e a emissão dos alvarás no setor competente, o que precisa ser repetido em todas as cidades em que o circo se instala.

As crianças das famílias que atuam no circo frequentam as escolas na cidade onde são feitas as apresentações. Em média, o espetáculo é apresentado por cerca de duas semanas em cada município.

Em caso de doença de algum dos integrantes, os atendimentos são feitos nas unidades de saúde municipais, com apresentação do cartão SUS.

Foto(s): Jornei de Souza

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