15.02.2019 às 16:51h - atualizado em 16.02.2019 às 09:39h - Justiça

Acusado de triplo homicídio contra irmãs em Cunha Porã vai a júri neste mês

Márcia Macoski

Por: Márcia Macoski Campo Erê - SC

Acusado de triplo homicídio contra irmãs em Cunha Porã vai a júri neste mês

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O caso que chocou toda a região, Estado e teve repercussão nacional está prestes a completar dois anos nos próximos dias. O crime aconteceu no dia 27 de fevereiro de 2017, em Cunha Porã, e deve ter um desfecho no dia 26 desde mês com a sessão do tribunal do júri.

O advogado criminalista de Campo Erê Adilson Raimondi, juntamente com o advogado Heronflin Dalla Líbera, serão os defensores no júri do réu Jackson Lahr, que foi preso um dia após o crime, ao dar entrada no hospital com ferimentos na cabeça.

Jackson é acusado de matar a facadas as três irmãs: Fabiane Horbach, de 12 anos, Rafaela Horbach, de 15, e Julyane Horbach, de 23 anos. O réu era ex-namorado da jovem de 15 anos, com quem tinha um filho de dois meses na época.

Além de matar as três irmãs o réu tentou matar mais pessoas. Jackson feriu com a arma branca um homem de 25 anos, marido de Julyane Horbach, que foi socorrido pelos bombeiros.

A polícia encontrou o corpo de uma das irmãs na estrada e o bebê com dois meses na época do crime foi encontrado pela polícia sem ferimentos, dormindo no quarto.

Mudança da local

Adilson Raimondi revela que o júri teve pedido de “desaforamento” (termo é utilizado para solicitar que o julgamento seja feito em outra comarca). O defensor justificou que há uma ampla comoção popular em relação ao caso e por isso a solicitação.

Ele afirma que o magistrado de Cunha Porã concordou, assim como a promotoria. O pedido foi então submetido ao tribunal, quando o Ministério Público catarinense também concordou com a mudança. Porém, os desembargadores entenderam que o local do julgamento seria mantido em Cunha Porã. A data foi confirmada para o dia 26 de fevereiro de 2019.

Repercussão

Os advogados criminalistas admitem que será um júri bastante complicado e caracteriza como um dos mais difíceis que já atuaram.

Ele destaca que as teses apresentadas no julgamento não serão adiantadas, pois é necessário estudar bem o processo e preparar o júri e para não atrapalhar o próprio trabalho e linhas defendidas. O advogado Heronflin Dalla Líbera que trabalha em parceria com Raimondi, também vai atuar no julgamento.

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