Polícia

13.08.2018 às 12:56h - atualizado em 14.08.2018 às 07:57h - Polícia

Autores de violência contra mulher serão encaminhados para grupos de terapia

Marcos Meller

Por: Marcos Meller São Miguel do Oeste - SC

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Autores de violência contra mulher serão encaminhados para grupos de terapia
Foto: Marcos de Lima / Portal Peperi

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A Delegacia de proteção à criança adolescente, mulher e idoso fez 86 pedidos de medida protetiva para vítimas de violência doméstica no primeiro semestre deste ano. A informação é da responsável pela DPCAMI, Lisiane Junges. De acordo com ela, as medidas mais comuns são o afastamento do agressor do lar e a proibição de que ele se aproxime da vítima. A delegada também informou que neste ano foram aberta 69 investigações de crimes mais graves contra mulheres, como lesão corporal. Lisiane explicou que os casos de violência doméstica na região ainda são muito comuns, apesar do aumento da conscientização e do trabalho de punição dos agressores.

A DPCAMI já recebeu mais de mil registros de violência contra a mulher desde o início do ano. De acordo com a delegada Lisiane Junges, o número é assustador. Ela explicou que os casos mais corriqueiros são os de ameaças, injúrias e perseguições que constrangem as mulheres. A delegada lembrou que a Lei Maria da Penha completou 12 anos neste mês e os casos que chegam ao conhecimento da polícia não param de aumentar. Na última semana, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelou o Brasil teve 221.238 registros de violência doméstica, o que significa 606 casos por dia em 2017. As piores taxas estão em Santa Catarina, com 225,9 casos a cada 100 mil habitantes.

A Delegacia de proteção à criança adolescente, mulher e idoso carece de uma estrutura mais adequada para o combate a violência contra a mulher. O comentário é da delegada Lisiane Junges. De acordo com ela, a delegacia tem um espaço físico menor do que o ideal para o atendimento das vítimas.

Ela comenta que uma parceria entre o poder judiciário, DPCAMI e o curso de psicologia da Unoesc vai permitir o encaminhamento de agressores de mulheres para grupos de apoio terapêutico. Lisiane disse que o trabalho começou na última quinta-feira, 09, e, a partir de agora, homens acusados de violência doméstica e atingidos por medidas protetivas poderão ser encaminhados para acompanhamento profissional na Unoesc. O objetivo, de acordo com ela, é recuperar os agressores e evitar que eles voltem a cometer atos de violência contra mulheres. A parceira é inédita na região e também atende a um dispositivo estabelecido na própria lei Maria da Penha.

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