Polícia

11.07.2019 às 14:20h - atualizado em 11.07.2019 às 15:23h - Polícia

Polícia Civil indicia quatro pessoas por fraude para recebimento do DPVAT

Kelly Figueiró

Por: Kelly Figueiró São José do Cedro - SC

Polícia Civil indicia quatro pessoas por fraude para recebimento do DPVAT

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A Polícia Civil de Nova Erechim concluiu inquérito que apurou fraude para recebimento do seguro DPVAT.

Entenda o caso

Em dezembro de 2017 um rapaz de Pinhalzinho, de apenas 19 anos, se acidentou em Nova Erechim ao participar de um evento de motocross, sofrendo lesões e sendo em razão disso encaminhado ao Hospital Regional do Oeste, em Chapecó.

Ele sabia que não poderia receber o valor do seguro DPVAT por estar conduzindo sua motocicleta em uma via particular e com moto não regularizada.

Contudo, ao sair do hospital, foi abordado por um funcionário de um despachante de Chapecó que lhe auxiliou a cometer a fraude. Eles conseguiram um terceiro, amigo do condutor acidentado, também de Pinhalzinho, que possuía uma Honda/Biz, com a documentação em dia. Esse amigo, então, com o auxílio do despachante e do condutor, fez uma declaração falsa. Declarou que seu amigo estava conduzindo sua motocicleta no dia em que se acidentou.

De posse dessa declaração, o rapaz que se acidentou registrou boletim de ocorrência em Pinhalzinho (um mês e meio após o acidente), alegando que estaria conduzindo a Biz no dia em que se acidentou e fez o encaminhamento do seguro DPVAT.

Tão logo recebeu o valor (quase 5 mil reais), repassou parte para o despachante de Chapecó (1500 reais). Ficou evidenciado que o funcionário auxiliou desde o início da fraude até o recebimento do seu pagamento e que o proprietário do despachante sabia desde o início da fraude e também ajudou, dando “dicas” de como fazer a fraude para receber o seguro e fazendo o encaminhamento do processo.

Descoberta a fraude durante o inquérito que tramitou em Nova Erechim, o rapaz que se acidentou, o funcionário e o proprietário do despachante foram indiciados por falsidade ideológica e estelionato. O amigo que fez a declaração também foi indiciado por falsidade ideológica, cuja pena prevista é de reclusão de 1 a 3 anos.

O Inquérito foi encaminhado nesta data ao Poder Judiciário.

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