11.01.2019 às 14:54h - atualizado em 11.01.2019 às 20:54h - Geral

Inicia a 41 ª edição do Piquenique Comunitário de Linha Coqueiro

Diógenes Di Domenico

Por: Diógenes Di Domenico Itapiranga - SC

Inicia a 41 ª edição do Piquenique Comunitário de Linha Coqueiro

Continua depois da publicidade

Conforme o vice-coordenador da comunidade de Linha Coqueiro, em Itapiranga, Volmir Anschau, o piquenique é uma tradição na comunidade atraindo público maior a cada ano. Segundo ele, a primeira edição ocorreu em 1978, idealizado pelo saudoso Padre Albino Schwade, quando decidiu tirar três dias de férias. O vice-coordenador lembra que na época ele convidou todas as pessoas da comunidade e comunidades vizinhas para comparecer e confraternizar junto com o sacerdote. Ele salienta que no convite era informado que cada um poderia trazer algo para comer, repartindo os alimentos de forma comunitária. Segundo o coordenador, atualmente as refeições são feitas no mesmo sistema, em que as famílias que comparecem trazem algo para a galinhada no tacho.

Com três dias de duração o Piquenique Comunitário vai até domingo, 13. Anschau salienta que o evento iniciou às 10 horas dessa sexta-feira e se estende até domingo e tem como prato principal e único a galinhada no tacho. Também estão programados jogos diversos na parte da tarde, encerrando com a janta.

Antes do almoço o padre Luis Naes deu a benção


O sábado, de forma semelhante, é festivo, com jogos e diversões. Já no domingo, pela manhã está programada a missa e no decorrer do dia outras atrações, entre elas a festa da melancia. Anschau destaca que todos são convidados a prestigiar um dos mais tradicionais eventos de Itapiranga. Ele ressalta que muitos amigos costumam se reencontrar no piquenique que a comunidade promove todos os anos.

O único remanescente da 1ª festa que ainda reside na comunidade, Alexandre Becker, de 84 anos, conta que a primeira edição aconteceu no mesmo lugar onde é hoje, em um local que faz divisa com o Rio Peperi Guaçu e, do outro lado, Argentina. “A primeira vez nós comemos carne de um servo que os caçadores, com os cachorros, encontraram no mato e espantaram até o local onde o padre rezava um culto. Nós matamos, limpamos e dividimos entre os cerca de 20 participantes. Para beber nós tomamos água de uma fonte que nós buscávamos de balde e tomávamos com um caneco”, lembra ele. Becker comenta que já na segunda edição o pessoal começou a levar coisas de casa, inclusive suco e caipira. São apenas três pessoas ainda vivas do primeiro grupo, seu Alexandre e mais duas que residem na cidade de Itapiranga.

Foto(s): Diógenes Di Domenico/ Portal Peperi

Continua depois da publicidade

Comentários depois da publicidade

Comentar pelo Facebook

Fique por dentro das últimas novidades do Portal Peperi.