10.01.2026 às 18:30h - Geral
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou neste sábado, 10, o envio de 40 toneladas de insumos e medicamentos de hemodiálise para a Venezuela, parte de uma ação humanitária após a destruição do principal centro de distribuição de medicamentos do país vizinho em um ataque militar dos Estados Unidos no início deste mês.
Segundo o Ministério da Saúde, os materiais — que incluem medicamentos de uso contínuo, filtros, linhas arterial e venosa, cateteres e soluções essenciais ao tratamento renal — foram reunidos por meio de doações de hospitais universitários, filantrópicos e instituições públicas brasileiras.
A remessa tem como objetivo restabelecer os estoques do sistema de saúde venezuelano, especialmente para atender cerca de 16 mil pacientes que dependem de hemodiálise e estariam desassistidos após a destruição do maior centro de distribuição na cidade de La Guaira.
Lula escreveu em sua conta na rede social X que a iniciativa visa “criar condições para paz, prosperidade e estabilidade” na Venezuela, ressaltando a importância da solidariedade regional em um momento de crise.
Em comunicado oficial, o ministro da Saúde Alexandre Padilha destacou que a doação não compromete os estoques ou o atendimento aos cerca de 170 mil brasileiros que realizam diálise pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O governo brasileiro informou ainda que, além das 40 toneladas já enviadas, está previsto o encaminhamento de mais 60 toneladas de medicamentos e insumos nas próximas semanas, totalizando 100 toneladas destinadas à população venezuelana.
Os materiais estão sendo despachados a partir do Centro de Distribuição de Insumos e Medicamentos do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP), e serão entregues ao sistema de saúde venezuelano conforme a capacidade logística de transporte e distribuição.
A ação ocorre em meio à intensificação das tensões na região após a operação militar dos Estados Unidos em Caracas, que resultou na destruição de infraestruturas e na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, segundo relatos de agências internacionais.
Fonte: ND +
Comentar pelo Facebook