09.11.2018 às 08:48h - atualizado em 09.11.2018 às 11:14h - Geral

Moradores protestam contra a Unidade Prisional de São José do Cedro

Kelly Figueiró

Por: Kelly Figueiró São José do Cedro - SC

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Moradores protestam contra a Unidade Prisional de São José do Cedro

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O assunto repercutiu na câmara de vereadores com a presença de várias famílias que residem nas proximidades da cadeia pública, ampliada e transformada em UPA há 4 anos. Os moradores do Bairro Jardim, de São José do Cedro, se sentem inseguros com a cadeia.

Eles lembraram que em 2014, mesmo com abaixo-assinado e população contrária, a unidade foi instalada com a promessa de abrigar 50 presos, apenas da comarca. Porém, o número atual de aprisionados não é compatível com a capacidade, chegando a 106 atualmente.

Também citaram os problemas referentes a construções irregulares, ao lixo depositado no passeio e ao mau cheiro gerado por uma fossa.

Outra questão apontada foi a fuga de presos que ocorre, principalmente do regime semiaberto, e a possibilidade de ampliar a capacidade para 250 detentos.

Há informações de dois presos que fugiram nesta quinta-feira, 09, gerando mais preocupação.

O gestor da cadeia, Sílvio Gutz, também respondeu às dúvidas. Ele disse que os apontamentos poderiam ter sido solucionados se uma comissão de moradores tivesse procurado a gestão da UPA para buscar, juntos, uma solução. Ele está na função há apenas quatro meses.

Destacou que neste período apenas uma fuga, de um detento do regime semiaberto, foi registrada.

O gestor disse que todas as obras que estão sendo feitas servem para garantir segurança e que não existe previsão de aumentar a capacidade, mas de oferecer condição de abrigar os presos que já estão no local.

Silvio solicitou a criação de uma comissão, formada por moradores, vereadores e servidores municipais, a fim de avaliar os projetos de melhoria na unidade prisional e fiscalizar. Ele citou os projetos desenvolvidos que vêm ajudando na ressocialização.

Ainda ficou acertada a realização de uma audiência pública para este mês com a presença do promotor e juiz da comarca, além do juiz corregedor e representantes do Estado e Deap. A comunidade pretende reforçar as reivindicações. Uma das ideias é que os municípios possam formar parceria e fornecer outro terreno, fora do perímetro urbano, para edificação de uma unidade maior e mais segura.

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