07.02.2026 às 21:14h - atualizado em 07.02.2026 às 21:17h - Brasil
O Ibama aplicou multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras após o descarte de 18,44 m³ de fluido de perfuração no mar, ocorrido em 4 de janeiro durante operação do navio-sonda NS-42 na Bacia da Foz do Amazonas, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.
Segundo a empresa, a perfuração foi interrompida assim que a perda do fluido foi identificada em duas linhas auxiliares que ligam o navio ao poço Morpho. As tubulações foram recolhidas para avaliação e reparo, e o vazamento teria sido contido imediatamente.
Apesar da autuação, a atividade foi retomada nesta semana após autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com a imposição de condicionantes para a continuidade das operações.
O Ibama informou que o material liberado é uma mistura oleosa usada na exploração de petróleo e gás, classificada como de risco médio para a saúde humana e para o ecossistema aquático. A autuação foi feita pelo Centro Nacional de Emergências Ambientais e Climáticas, e a Petrobras tem 20 dias para pagar a multa ou apresentar defesa administrativa.
Em nota, a estatal afirmou que recebeu o auto de infração e adotará as providências cabíveis, reiterando que o fluido é biodegradável, não persistente, não bioacumulável e não tóxico.
O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, destacou que o licenciamento ambiental segue critérios rigorosos e que a região da Foz do Amazonas exige atenção especial por abrigar áreas sensíveis, como corais e manguezais, mesmo em alto-mar.
Fonte: G1
Foto(s): Fernando Frazão / Lula Marques / Agência Brasil
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