07.01.2018 às 20:54h - Geral

Criança morre afogada após explosão de foguete em praia

Kelly Figueiró

Por: Kelly Figueiró São José do Cedro - SC

Criança morre afogada após explosão de foguete em praia

Um menino de sete anos morreu após a explosão de um foguete na Praia das Cordas, em Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis. O episódio ocorreu por volta de 9h deste domingo (07). Segundo a Polícia Civil, um homem estava atirando foguetes na praia desde cedo, onde a criança e outras pessoas se banhavam. Ele foi preso em flagrante, mas solto no final da tarde.

Um dos foguetes foi lançado para o mar e explodiu na água, entre o garoto, Murilo Theisen, e o pai dele. O próprio pai foi quem retirou da água o filho. Os bombeiros foram acionados e fizeram os primeiros socorros, mas não foi possível salvá-lo. O comandante de operações aéreas do Corpo de Bombeiros, major George de Vargas Ferreira, que atendeu à ocorrência, disse que, em princípio, o foguete não atingiu a criança.

Segundo o comandante, não havia lesões aparentes de choque no peito do menino. Porém, só o exame cadavérico do Instituto Médico Legal poderá precisar o que causou a morte. O documento deve ficar pronto ao longo da semana. Conforme as informações que os bombeiros apuraram no local, o garoto teria desmaiado no colo do pai após a explosão.

Quando o helicóptero Arcanjo chegou ao local, havia banhistas fazendo massagem cardíaca no menino. Os socorristas continuaram com os procedimentos por cerca de meia hora, mas sem sucesso.

Suspeito foi solto por "falta de materialidade"

O responsável por disparar os fogos de artifício se chama Gean Fabrício Hang, de 39 anos. Ele foi detido pelas pessoas que estavam na praia até que chegasse a Polícia Militar. O homem, que é natural de São José, foi preso e levado para a Central de Polícia de São José.

De acordo com o delegado Alexandre Carvalho de Oliveira, da Central de Polícia Regional de São José, Gean foi conduzido à delegacia como suspeito de causar a morte do menino, mas acabou sendo solto porque a criança não possuía lesões no corpo, situação que o delegado classificou como "falta de materialidade".

— Segundo o médico legista, o motivo não foi o rojão, não foi um trauma, foi sim afogamento por asfixia. Tinha água nas vias aéreas do menino — informou o investigador.

O caso será encaminhado para a delegacia de Governador Celso Ramos, que poderá ou não pedir a prisão do homem. O laudo cadavérico fica pronto nessa semana e pode indicar se o menino já tinha se afogado antes da explosão, por exemplo, ou se ele foi se proteger do foguete e se afogou.

A reportagem entrou em contato com Jean através do celular dele. A esposa do homem atendeu o telefone, confirmou que ele fora solto e logo depois desligou o telefone.

A família de Murilo é natural de Charqueadas (RS) e há seis meses havia se mudado para a Palhoça. Eles estavam aproveitando o domingo na praia de Governador Celso Ramos.

Fonte: Diário Catarinense

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