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06.06.2018 às 17:33h - atualizado em 07.06.2018 às 14:18h - Greve

Caminhoneiros ameaçam greve ainda pior se governo alterar tabela de frete

Cristian Lösch

Por: Cristian Lösch São Miguel do Oeste - SC

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Caminhoneiros ameaçam greve ainda pior se governo alterar tabela de frete
Divulgação / Portal Peperi

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Após pressão de produtores rurais, o governo federal deve rever a tabela de preços mínimos para fretes rodoviários. Os ruralistas dizem que a tabela, uma das promessas feitas pelo governo para conseguir encerrar os 11 dias de greve dos caminhoneiros, eleva os custos do frete em até 150%.

Os motoristas de carga acompanham o andamento das negociações, em Brasília, com apreensão. Mas nas redes sociais, temem que o lobby dos grandes grupos consiga derrubar a tabela recém-instituída pelo governo como contrapartida ao fim da paralisação. Caso isso aconteça eles prometem resistir.

O representante do Comando Nacional do Transporte e um dos líderes da paralisação de 2015. Ivar Luiz Shimidt, disse que caso a tabela caia haverá uma greve pior que a última e aí não vai ter negociação.

Shimidt foi quem criou os primeiros grupos de caminhoneiros no WhatsApp para organizar os protestos daquele ano e hoje ele participa de quase 90 grupos na rede. O caminhoneiro afirma que todos estão só esperando a derrubada da tabela para parar tudo de novo. Ela afirma que pelo que está vendo no WhatsApp, a chance de nova paralisação é grande.

A tabela de preço mínimo do transporte rodoviário definida às pressas pelo governo para interromper a greve na semana passada é considerada a maior vitória dos caminhoneiros nos últimos tempos, mas diante da reação do empresariado eles começam a temer que essa conquista esteja com os dias, ou mesmo com as horas contadas.

O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros, José da Fonseca Lopes disse que não vê coisa muito boa vindo pela frente, mas afirma que a categoria vai lutar para encontrar um meio-termo para ambas as partes.

Lopes esteve à frente das negociações com o governo na greve encerrada na semana passada e espera encontrar um denominador comum que não prejudique o caminhoneiro. Caso contrário, podem esperar uma nova rebelião.

O presidente da Abcam afirma que uma tabela de preço mínimo vinha sendo negociada no Congresso antes da greve e da medida provisória ser emitida. Schmidt afirma que desde 2016 essa proposta vem sendo negociada porém, sem sucesso para a classe.

Tabela feita às pressas

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, João Martins da Silva Júnior, disse que o tabelamento instituído pelo acordo do governo com os caminhoneiros é “um retrocesso”, e “inviabiliza” o setor, além de que “o bom senso não prevaleceu”, visto que a tabela vai encarecer todos os produtos na mesa dos brasileiros.

O presidente destaca ainda que a tabela precisa ser revista, pois caso contrário, a confederação vai tomar todas as medidas possíveis.

Segundo o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, os cálculos da Agência Nacional de Transportes Terrestres,, responsável pela elaboração da tabela, foram “muito corridos” para atender à demanda dos caminhoneiros, e alguns cálculos foram imprecisos. Ele disse que a ANTT vai trazer para a realidade uma série de coisas e deve propor uma nova tabela de fretes nesta quarta-feira, 06.

Conforme Maggi, haverá duas novas reuniões no Palácio do Planalto com caminhoneiros, nas quais o assunto será tratado

O ministro destaca ainda que deve ser retirado da tabela o preço mínimo para o chamado frete de retorno, que é quando o caminhão volta vazio. Outro ponto que o governo também deve rever é em relação aos parâmetros, os quais podem diminuir substancialmente o valor do frete mínimo.

Para fretes a granel, por exemplo, a queda será de 30%, em média. Já a tabela só deve valer para fretes fechados após a publicação da nova norma.

A tabela entrou em vigor em 30 de maio, por meio de medida provisória, como uma resposta do governo a uma das reivindicações dos caminhoneiros em greve. Antes, não havia um preço mínimo e as negociações eram feitas caso a caso.

Um levantamento da CNA, porém, apontou que, com os valores fixados pela ANTT, os fretes de grãos subiram entre 35% e 150% em relação aos praticados pelo mercado antes da medida.

Fonte: Gazeta do Povo

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