06.05.2019 às 15:53h - atualizado em 06.05.2019 às 15:53h - Geral

Mulheres vítimas de violência terão casa de acolhimento

Cristian Lösch

Por: Cristian Lösch São Miguel do Oeste - SC

Mulheres vítimas de violência terão casa de acolhimento
Divulgação

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A criação de um serviço de acolhimento institucional para mulheres vítimas de violência em São Miguel do Oeste é a proposta de um grupo de autoridades para oferecer uma estrutura adequada no atendimento às vítimas e suas famílias. O presidente da Câmara de Vereadores, Everaldo Di Berti, o juiz de Direito da Vara Criminal da Comarca, Márcio Cristófoli, e a delegada da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso, Lisiane Junges, visitaram a Casa Abrigo, em Chapecó, para conhecer o funcionamento e buscar subsídios para a instituição de um espaço semelhante em São Miguel.

A visita foi acompanhada pela assistente social da gestão de Chapecó, Emanuelle Borsoi, e pela coordenadora do abrigo, Ariete Lauxen. A unidade em Chapecó funciona desde 2005 e possui capacidade para 14 pessoas, porém já chegou a ter 22 pessoas acolhidas. Para o atendimento a essas vítimas de violência e suas famílias, o local conta com oito servidores: uma coordenadora, três monitoras sociais, três auxiliares de serviços internos e uma auxiliar de serviços externos. O custeio é realizado pelo Município de Chapecó.

As mulheres acolhidas recebem materiais de higiene e, se necessário, também doação de roupas, já que muitas saem às pressas de casa. Elas permanecem no local o tempo necessário, porém dificilmente mais de uma semana. A permanência é temporária, ou seja, é uma casa de passagem para que fiquem até conseguir outro local seguro para poderem voltar às suas vidas normais.

Dados da DPCami revelam que São Miguel do Oeste já registrou, em 2019, 238 crimes de situação de violência doméstica. No mesmo período, foram formalizados 73 pedidos de medidas protetivas de urgência, e realizadas 18 prisões em flagrantes.

Conforme o presidente da Câmara de Vereadores de São Miguel do Oeste, Everaldo Di Berti, a intenção é buscar parcerias com municípios do Extremo-Oeste e instalar em SMO uma casa abrigo para o acolhimento de mulheres em situação de violência. O vereador ressalta que o atendimento às mulheres em casas abrigo é previsto na Lei 11.340/2006, a Lei Maria da Penha. “Mas para instituir esse acolhimento é preciso unir forças e parcerias, a fim de que esse projeto seja posto em prática”, destaca Di Berti.

A delegada Lisiane Junges também apoia a implantação de uma casa abrigo em São Miguel do Oeste. “Como trabalho cotidianamente com ações voltadas à proteção da mulher vítima de violência doméstica e de gênero, conhecer a casa onde são abrigadas quando estão em situação de risco, na cidade de Chapecó, foi animador, pois além de testemunhar a dedicação da equipe envolvida na iniciativa, foi possível vislumbrar o quanto um local dessa natureza pode auxiliar na proteção das mulheres vulneráveis em nossa região”, afirma ela.

Também acompanharam a visita a assessora parlamentar Márcia Herbert e o motorista Genuir Perim.

Fonte: Câmara de Vereadores

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