05.09.2019 às 09:52h - atualizado em 05.09.2019 às 10:03h - Economia

OUÇA: Membro fiscal da Acats diz que aumento no ICMS vai afetar os mais pobres

João Bresolin

Por: João Bresolin São Miguel do Oeste - SC

OUÇA: Membro fiscal da Acats diz que aumento no ICMS vai afetar os mais pobres

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O aumento do ICMS sobre alguns produtos alimentícios, aprovado pelo governador do Estado, Carlos Moisés Da Silva, vai trazer impactos negativos ao bolso dos consumidores catarinenses. A afirmação é do membro do conselho fiscal da Associação Catarinense de Supermercados, Francisco Crestani.

Ele foi entrevistado nesta semana no RPN segunda edição e comentou a medida tomada pelo governo estadual. Crestani explicou que o aumento está valendo desde o dia primeiro de agosto. Ele lembrou que os deputados tentaram prolongar essa data, porém Carlos Moisés não aceitou.

Crestani comentou que ao menos 12 produtos tiveram aumento significativo com essa medida do governo estadual. De acordo com ele, a maioria dos alimentos e derivados fazem parte da cesta básica. Entre eles, o empresário destaca o arroz, farinha, carne de frango e de suíno, erva-mate, pães especiais, banha, sardinha, queijo mussarela, atum, água mineral e o gás de cozinha.

Conforme ele, em alguns casos o aumento chega a 10%. Crestani declarou que existe uma espécie de efeito cascata em que o consumidor pagará o preço final. Segundo ele, a indústria repassa o valor reajustado aos supermercados, que por sua vez transferem para a conta do consumidor. Crestani disse que a Acats esperava uma mudança de planos de Carlos Moisés, o que acabou não ocorrendo. Ele garantiu que os mais afetados com essa decisão serão os mais pobres.

Francisco Crestani ressaltou ainda que a alta no ICMS dos alimentos e demais produtos também vai impactar no bolso de quem almoça fora de casa. Ele antecipou que a refeição em restaurantes e lanchonetes também terá esse aumento visto o repasse feito com valores reajustados por parte das empresas a esses estabelecimentos. Crestani destacou que algumas empresas optaram por não repassar o aumento e outras já estão praticando os valores desde o mês passado. Ele lembrou que a Acats tentou reverter essa situação, porém sem sucesso. Ele voltou a enfatizar que os mais prejudicados serão os consumidores, principalmente os de baixa renda.

Ouça a entrevista completa.

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