05.05.2017 às 11:15h - atualizado em 05.05.2017 às 16:30h - Saúde

Atraso no repasse reduz número de cirurgias eletivas em SC

Cristian Lösch

Por: Cristian Lösch São Miguel do Oeste - SC

Atraso no repasse reduz número de cirurgias eletivas em SC

Pacientes de pelo menos 182 instituições filantrópicas e privadas aguardam para fazer cirurgias eletivas, procedimentos que podem ser agendados e que não são emergenciais em Santa Catarina e sofrem com os atrasos nos repasses da Secretaria de Estado da Saúde. O problema tem se agravado desde o ano passado, quando houve suspensão de verbas federais e a dívida do governo catarinense com hospitais filantrópicos chegou a R$ 22 milhões.

Com o caixa no vermelho desde 2016 e os repasses mais escassos, os mutirões das cirurgias consideradas não emergenciais precisaram ser suspensos. Com isso, os hospitais realizam agora somente os procedimentos previstos dentro do orçamento de cada unidade.

Nos dois primeiros meses de 2017, houve queda de 59% nas cirurgias gerais e oftalmológicas, especialidades de maior demanda no SUS no estado. Somadas as duas modalidades, entre janeiro e fevereiro de 2016, foram feitas em média 1.985 cirurgias, enquanto no mesmo período deste ano, foram cerca de 800. Conforme a Secretaria de Estado da Saúde, em março do ano passado o Ministério da Saúde cancelou o repasse para o mutirão. A partir daí, a secretaria assumiu a despesa, mas não conseguiu manter em dia os pagamentos.

Dos R$ 22 milhões que o governo de SC deve aos hospitais filantrópicos, pouco mais de R$ 7 milhões são referentes a mutirões de cirurgias eletivas que não são pagos desde julho de 2016. O restante, segundo a secretaria, diz respeito ao incentivo hospitalar e à rede de urgência e emergência.

Fonte: Diário Catarinense

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