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05.04.2020 às 09:30h - Coronavírus

"Somos todos suscetíveis", alerta infectologista sobre coronavírus

Marcos de Lima

Por: Marcos de Lima São Miguel do Oeste - SC

"Somos todos suscetíveis", alerta infectologista sobre coronavírus
(Foto: Miguel Medina, AFP

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Lá se vão 40 dias desde que, em 26 de fevereiro, surgiu o primeiro registro de caso do novo coronavírus no Brasil. Em meio à pandemia da Covid-19, apareceu a necessidade de isolamento social para conter o avanço do vírus. Sem vacina ou remédio para tratar a doença, se manter em casa é a melhor medida, de acordo com os especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A orientação vale principalmente para pessoas com mais de 60 anos e consideradas no grupo de risco, como cardíacos, hipertensos, diabéticos, com insuficiência renal ou respiratória, transplantados e ou em tratamento contra lúpus e câncer. O médico infectologista e professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), Benedito Antônio Lopes da Fonseca, concorda. Para ele, ainda que a letalidade seja baixa, “o vírus não é desprezível”.

– O que a gente pode fazer é minimizar a transmissão do vírus. Isso se faz evitando o contato da pessoa infectada com outras que são suscetíveis. E nesse momento todo mundo é suscetível porque nunca foi infectado por esse vírus – alerta.

Muitos brasileiros resistem ao confinamento. Mas a experiência de países como Hong Kong e Taiwan mostra que o distanciamento social ajuda a reduzir o contágio. A iniciativa foi adotada inicialmente em cidades da Itália, como Milão, mas afrouxada em seguida. Depois de milhares de casos e de mortes, o prefeito da cidade italiana reconheceu o erro.

O Imperial College de Londres coordenou um estudo assinado por mais de 50 cientistas renomados. O trabalho mostra que se as medidas adequadas forem tomadas, o mundo poderia evitar cerca de 40 milhões de mortes. O estudo fala especificamente do Brasil, afirmando que se medidas como o aumento de testes e isolamento social forem tomadas o país pode evitar cerca de um milhão de mortes.

Fonte: Diário Catarinense

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