Polícia

05.03.2018 às 08:11h - atualizado em 05.03.2018 às 12:04h - Polícia

Operação “Carne Fraca” da Polícia Federal cumpre mandados no Oeste Catarinense

Kelly Figueiró

Por: Kelly Figueiró São José do Cedro - SC

Operação “Carne Fraca” da Polícia Federal cumpre mandados no Oeste Catarinense
Foto: Diego Antunes

A Polícia Federal deflagrou nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira, 05, a 3ª fase da Operação Carne Fraca denominada Operação Trapaça. Em Chapecó, estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, dois mandados de condução coercitiva e um mandado de prisão temporária.

Os mandados judiciais cumpridos nesta manhã foram expedidos pelo Juízo Titular da 1ª Vara Federal de Ponta Grossa/PR. Ação acontece em cinco estados e combate a fraudes laboratoriais perante o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. De acordo com a Polícia Federal, estão sendo cumpridas 91 ordens judiciais nos Estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e São Paulo, sendo 11 mandados de prisão temporária, 27 mandados de condução coercitiva e 53 mandados de busca e apreensão.

Cerca de 270 Policiais Federais e 21 Auditores Fiscais Federais Agropecuários participam das ações nesta manhã como resultado de ação coordenada entre a Polícia Federal e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

As investigações demonstraram que cinco laboratórios credenciados junto ao MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e setores de análises de determinado grupo empresarial, fraudavam resultados de exames em amostras de seu processo industrial, informando ao Serviço de Inspeção Federal dados fictícios em laudos e planilhas técnicos.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, as fraudes operadas tinham como finalidade burlar o Serviço de Inspeção Federal (SIF/MAPA) e, com isso, não permitir que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento fiscalizasse com eficácia a qualidade do processo industrial da empresa investigada.

“As investigações demonstraram que a prática das fraudes contava com a anuência de executivos do grupo empresarial, bem como de seu corpo técnico, além de profissionais responsáveis pelo controle de qualidade dos produtos da própria empresa. Também foram constatadas manobras extrajudiciais, operadas pelos executivos do grupo, com o fim de acobertar a prática desses ilícitos ao longo das investigações”, informou a PF.

NOME DA OPERAÇÃO

O nome dado à fase é uma alusão ao sistema de fraudes operadas por um grupo empresarial do ramo alimentício e por laboratórios de análises de alimentos a ele vinculados.

A Polícia Federal informou que os investigados poderão responder, dentre outros, pelos crimes de falsidade documental, estelionato qualificado e formação de quadrilha ou bando, além de crimes contra a saúde pública.

Quanto aos investigados com prisão cautelar decretada, tão logo sejam localizados eles serão trazidos à sede da Polícia Federal em Curitiba onde permanecerão à disposição das autoridades responsáveis pela investigação.

Representantes da Polícia Federal e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento prestarão maiores esclarecimentos em uma coletiva de imprensa que será realizada no auditório da PF às 10h.

Fonte: ClicRDC

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