05.02.2020 às 16:42h - atualizado em 05.02.2020 às 16:46h - Agricultura

Programa Recolhe não deve ter continuidade e preocupa municípios

Diógenes Di Domenico

Por: Diógenes Di Domenico Itapiranga - SC

Programa Recolhe não deve ter continuidade e preocupa municípios

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Sem garantia do retorno do Programa Recolhe, os municípios já iniciaram mobilização para alternativas no destino de carcaças de animais. Normativa do Ministério da Agricultura cria grande dificuldade para adequações das empresas que realizam a recolha e incineração de animais mortos. Itapiranga ainda aguarda o retorno da prestação deste serviço, porém já analisa alternativas.

Conforme o secretário da Agricultura, Herwald Trebien, ocorrem estudos para utilização de biodigestores ou processo de incineração no município. O secretário destaca que o sistema atual não é adequado por questões sanitárias e ambientais. Outro fator negativo apontado é o custo elevado para a prefeitura com disponibilidade de caminhão caçamba, retroescavadeira, motorista e operador de máquina. Trebien observa que ocorre grande deslocamento e nem sempre é possível atender a demanda, que em algumas situações, ultrapassa 10 mortes de animais em um único dia.

São João do Oeste

Medida é considerada necessária caso não seja retomado programa que foi interrompido no ano passado. O vice-prefeito e secretário da Agricultura de São João do Oeste não é otimista para a sequência do Programa Recolhe. Genésio Anton, defende estudos para novos meios de dar o destino correto a carcaças de animais. A instalação de biodigestores para a produção de biogás ganha força.

O secretário explica que o sistema não é simples e exige máquinas para triturar as carcaças e o produto ainda precisa cozinhar para depois ser levado aos biodigestores. O produto final é usado como adubo orgânico. De acordo com Anton, a preocupação maior é com a biossegurança precisando evitar o deslocamento dos animais mortos para não transmitir doenças.

O secretário diz que o comércio mundial exige biosseguridade e cabe aos municípios buscarem uma alternativa viável e segura. Cita ainda a proposta de uma empresa da Alemanha que já é usada como projeto piloto em Santa Catarina.

Tunápolis

Países desenvolvidos também não possuem solução para o destino correto de carcaças de animais. Conforme o secretário da Agricultura de Tunápolis, Pedro Baumgratz existem projetos inovadores, porém o custo inviabiliza a implantação. Destaca ainda que a empresa que atuava no Programa Recolhe precisa aumentar o preço do serviço devido as exigências da legislação.

Baumgratz é pessimista para a retomada da recolha de carcaças e lamenta que o produtor rural deixa de receber este serviço. De acordo com o secretário, estudos ocorrem por parte de vários órgãos, incluindo a Embrapa, sem uma solução viável para o destino de animais mortos. Para Baumgratz, a construção de incinerador nas propriedades é inviável. Ele considera que ainda está longe de uma solução prática para o destino correto de carcaças.

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