Polícia

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05.02.2018 às 14:01h - atualizado em 05.02.2018 às 14:10h - Polícia

Suspeita de homicídio em Chapecó confessa o crime e afirma que mataria de novo

Kelly Figueiró

Por: Kelly Figueiró São José do Cedro - SC

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Suspeita de homicídio em Chapecó confessa o crime e afirma que mataria de novo

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Após 11 dias, a Polícia Civil divulgou nesta segunda-feira, 05, a prisão de dois suspeitos da morte de um jovem encontrado boiando, amarrado e amordaçado, no Rio Irani, em Chapecó. O corpo da vítima, identificada como Carlos Roberto Crivone, de 21 anos, foi localizado no final da tarde de uma quarta-feira, 24 de janeiro de 2018.

Conforme o delegado responsável pela investigação, Vagner Tiago Ramos Papini, da Divisão de Investigação Criminal, uma tatuagem com as letras “P.F” (Passo dos Fortes), ajudou a Polícia na investigação, “Em análise nas tatuagens da vítima, constatamos que havia um grupo de pessoas do bairro Passo dos Fortes que possuía a tatuagem semelhante. Em conversa com essas pessoas, conseguimos identificar o endereço da vítima. No local, fizemos contato com vizinhos, os quais mencionaram possíveis inimigos que essa vítima teria”, argumenta o delegado.

Após vários dias de investigação, a Polícia conseguiu reunir elementos, os quais levaram à identificação de duas pessoas como suspeitas do crime, “A PC representou ao Poder Judiciário pela decretação da prisão preventiva desses suspeitos, a qual foi deferida com manifestação do Ministério Público (MP), sendo que na última sexta-feira (2), nós demos cumprimentos às respectivas ordens de prisão e na oportunidade interrogamos os suspeitos”, contou Papini.

INTERROGATÓRIO

Após três horas de depoimento, a mulher suspeita, de 29 anos, confessou o crime. “Ela mencionou que o homem de 39 anos, havia lhe auxiliado. O suspeito se reservou ao direito de ficar em silêncio”, detalhou.

A suspeita, também garota de programa, contou ao delegado que possuía um relacionamento com a vítima a cerca de sete meses, porém informal e conturbado. O crime teria sido motivado porque Carlos exigia o dinheiro que a suspeita conseguia com a prostituição. “A vítima queria que ela se prostituísse e, com o dinheiro obtido, a vítima pretendia adquirir drogas, a fim de ser revendida na cidade de Chapecó”, explica Papini.

DATA E DINÂMICA DO CRIME

O delegado disse que até o momento não há confirmação da data do crime, porém há suspeita de que a morte tenha ocorrido no dia 21/01, “pendente está o laudo do IGP, o qual irá nos informar a data e a causa da morte”, contou.

Ainda de acordo com Papini, “em uma noite de domingo, Carlos teria ido até ela, pedido dinheiro e lhe ameaçado. Na oportunidade, a autora conseguiu se desvencilhar e com um pedaço de pau, desferiu dois golpes na cabeça da vítima, a qual bastante embriagada caiu no chão e desmaiou. Neste momento, juntou-se a autora, o autor. Juntos, enrolaram o corpo da vítima em uma capa de sofá, colocaram na caçamba de uma caminhonete Chevrolet/Silverado de cor bordo e se deslocaram até o Rio Irani”, detalhou o delegado.

Segundo imagens que a Polícia Civil obteve, o veículo deslocou-se pela Avenida Fernando Machado, por volta das 21h, e só retornou às 2h da madrugada. “Amordaça foi utilizada a fim de evitar que a vítima gritasse e pedisse por socorro. Informações extraoficiais indicam que havia água nos pulmões da vítima, o que demonstra que ela tentou respirar enquanto estava embaixo da água. Conduta essa, que torna o crime como homicídio qualificado pela asfixia, cujo à pena é de 12 a 30 anos”.

ARREPENDIMENTO

O delegado afirma que os suspeitos não apresentavam arrependimento do crime. “A autora afirmou por diversas vezes durante o interrogatório que foi filmado, que se a vítima estivesse viva ela mataria novamente, então não houve nenhum arrependimento. A tristeza de ambos é que foram presos pela Polícia Civil”, conta Papini.

Após serem ouvidos, os suspeitos foram encaminhados ao Presídio de Chapecó onde permanecem à disposição da Justiça. O caso segue sendo investigado. Os suspeitos possuem um vasto histórico policial.

O CASO

Carlos Roberto Crivone, de 21 anos, era morador do bairro São Pedro. De acordo com o sargento Ewerton, do Corpo de Bombeiros, o cadáver foi avistado por populares. “Um Sargento dos Bombeiros deslocava para Chapecó quando foi abordado sobre a ponte por algumas pessoas que disseram ter visto um corpo boiando. Neste momento, o corpo estava a cerca de 30 metros da ponte, no lado direito. Ele constatou então que realmente era e fez contato via rádio com a Central”, explicou.

Uma equipe de mergulhadores foi até o rio para a remoção do cadáver. “Quando chegamos lá, o corpo estava a cerca de 200 metros da ponte. Com a embarcação foi realizado o resgate do corpo até as margens do rio”, finalizou o sargento. Ainda de acordo com os Bombeiros, o jovem estava de bermuda, camiseta e com as mãos e pés amarrados.

Fonte: ClicRDC

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