05.01.2019 às 08:27h - atualizado em 05.01.2019 às 09:47h - Saúde

Gêmeas nascem com três dias de diferença em Francisco Beltrão

Kelly Figueiró

Por: Kelly Figueiró São José do Cedro - SC

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Gêmeas nascem com três dias de diferença em Francisco Beltrão

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Caso raro na medicina, as gêmeas Rebeca e Martina nasceram com três dias de diferença. A primeira veio ao mundo no dia 31 de dezembro e a segunda, na tarde de quinta-feira, 03. Ambas nasceram de parto normal.

Segundo a mãe, Fernanda Cerrzolli de Oliveira, de 36 anos, as duas estavam sendo esperadas para o fim de janeiro. Ela e o marido, o pastor Willian Alfred de Oliveira, já têm uma filha, Gabriela, de oito anos.

Rebeca nasceu de parto normal, com 2,07 kg e 42 centímetros, no Hospital Regional de Francisco Beltrão. Prematura de 33 semanas ela foi levada para a incubadora da UTI neonatal.

"É muito comum a gente ter um parto de gêmeos, nascer o primeiro e após alguns minutos ter o nascimento do outro. A gente aguardou esse tempo, mas, o bebê não vinha e a gente optou por não intervir", disse a pediatra Fernanda Perotta Consentino.

A mãe foi mantida na sala de parto por mais algumas horas aguardando que a outra filha nascesse. Nestes casos, normalmente os médicos decidem por uma cesariana, mas a pediatra tomou outra decisão. Cada dia na barriga da mãe era importante para Martina, mas também um risco de infecção.

Gêmeas idênticas

Manter Martina na barriga da mãe só foi possível por conta de como as duas bebês, que são idênticas, se formaram. Quando Fernanda engravidou, o mesmo óvulo fecundado se dividiu em dois e, apesar de ocuparem a mesma placenta, elas estavam em bolsas separadas. Por isso, quando uma nasceu a outra pôde ficar um pouco mais na barriga da mãe.

“A gente fez ultrassom, viu que ela tinha virado, já tinha ‘madurado’, então era hora de dar um empurrãozinho para nascer”, comentou o médico Rubens Schir. O parto foi induzido e não demorou meia hora para ela nascer, também de parto normal. Graças aos dias a mais na barriga da mãe, ela não precisou ficar na UTI neonatal.

A mãe teve uma complicação comum em partos de prematuros: a placenta grudou no útero e ela precisou passar por uma cirurgia, mas já está bem.

As filhas também devem ficar mais algum tempo se recuperando no hospital.

Fonte: G1

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