04.02.2026 às 15:56h - Geral

Inadimplência de aluguel sobe em SC, mas fica abaixo da média nacional em 2025

Ricardo Orso

Por: Ricardo Orso São Miguel do Oeste - SC

Inadimplência de aluguel sobe em SC, mas fica abaixo da média nacional em 2025
Foto: PMSJ, Divulgação

O índice de inadimplência de aluguel em Santa Catarina subiu de 2,16% para 2,42% em 2025 em comparação ao ano anterior, tendo uma variação de 0,26 ponto percentual. De acordo com o Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica, com dados anonimizados de mais de 600 mil clientes. Apesar da alta, o índice no Estado ficou abaixo da média nacional e da regional, de 3,50% e 2,89%, respectivamente.

Os imóveis comerciais lideram a inadimplência de aluguel na região Sul, com registro de 3,80%, um aumento de 0,25 ponto percentual em 2025 em comparação aos 3,55% de 2024. As casas também registraram alta inadimplência na região, mas com queda em relação ao ano anterior: em 2025, o índice foi de 3,58%, 0,09 ponto percentual no comparativo aos 3,67% de 2024.

Já os apartamentos chegaram a 2,11% de inadimplência, um crescimento de 0,20 ponto percentual em relação ao ano anterior. O diretor de negócios para Imobiliárias da Superlógica, Manoel Gonçalves, explicou que é necessário ter cautela quanto aos juros em 2026 para que os índices não aumentem em Santa Catarina.

— Variáveis como inflação e juros continuam pressionando os gastos fixos, e qualquer mudança nesses indicadores pode impactar a capacidade de pagamento dos locatários nos próximos meses — afirmou.

Além disso, outros fatores externos também podem impactar o orçamento das famílias, de acordo com o especialista, como as apostas on-line.

— As bets, que provocaram perdas econômicas de R$ 38,8 milhões no último ano segundo o Banco Central e devem ser considerados para manter as contas no azul — disse.

Índices nacionais

Nacionalmente, os imóveis comerciais (4,84%) registraram taxas de inadimplência mais altas do que os residenciais, como apartamentos (2,36%) e casas (3,79%), em 2025. Os apartamentos foram os únicos que tiveram queda, com menos 0,08 ponto percentual. Já as casas e comércios tiveram crescimentos de 0,01 e 0,40 pontos percentuais, respectivamente.

Os imóveis comerciais também lideraram a inadimplência durante o ano, com taxas entre 4,12% e 5,55%. Para Gonçalves, o motivo é o fato de que os prédios comerciais podem ser mais afetados em relação a instabilidade econômica.

No primeiro semestre de 2025, as regiões Norte e Nordeste tiveram as maiores taxas do ano, com o Norte liderando em janeiro, fevereiro, março e maio. O Nordeste, por sua vez, liderou no segundo semestre, com maior índice em outubro, ficando em 6,84%.

Já em relação a todo o ano, o Nordeste teve o índice mais alto do país, com 5,15%. A região, no entanto, teve uma queda no índice de 0,68 ponto percentual em relação a 2024. O Norte teve inadimplência de 4,88%, também tendo uma baixa em comparação com o ano anterior.

O Centro-Oeste teve 3,59% de inadimplência, um aumento de 0,42 ponto percentual ante 2024, sendo a terceira região com índice mais alto. Em seguida, vem o Sudeste (3,24% em 2025 e 3,12% em 2024) e a região Sul (2,89% em 2025 e 2,75%).

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