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Polícia

02.08.2017 às 08:03h - atualizado em 02.08.2017 às 12:37h - Polícia

PF deflagra mega operação para desarticular quadrilha que contrabandeava equipamentos médicos

Kelly Figueiró

Por: Kelly Figueiró São José do Cedro - SC

PF deflagra mega operação para desarticular quadrilha que contrabandeava equipamentos médicos

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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 02, a Operação Equipos, que busca desarticular uma organização criminosa dedicada ao contrabando de equipamentos médicos através da Aduana de Dionísio Cerqueira.

A investigação iniciou a partir de apreensão de carga de equipamentos em 2013. Na ocasião, foram apreendidos tomógrafos, mamógrafos, dentre outros equipamentos de alto valor comercial, em uma carga avaliada em R$ 3 milhões. Na documentação constava descrição genérica da mercadoria e o valor declarado era apenas 10% do total.

O inquérito apontou que, entre 2011 e 2015, o grupo introduziu de forma irregular no Brasil outras 12 cargas, remetidas dos Estados Unidos. Após a liberação pelas autoridades argentinas, as cargas desapareciam. Porém, notas fiscais emitidas pelo grupo comprovam que tais equipamentos ingressaram no Brasil e foram revendidos para clínicas, hospitais e intermediários de diversas regiões do país.

Estima-se que, apenas em tributos diretos, a sonegação pode chegar a R$ 20 milhões. São investigados empresários e pessoas jurídicas do ramo de exportação e importação, revendedores, clínicas, hospitais, despachante aduaneiro, além de um doleiro responsável pelo repasse de recursos ilícitos ao grupo. Também é apontado como integrante do grupo criminoso um servidor da Receita Federal com lotação em Dionísio Cerqueira.

Os principais integrantes do grupo criminoso também foram investigados na Operação Shylock.

Estão sendo cumpridos 62 Mandados de Busca e Apreensão e 19 de Condução Coercitiva em 44 municípios de 19 Estados, expedidos pela Justiça Federal de São Miguel do Oeste, além de um interrogatório em Fort Myers, na Flórida, nos Estados Unidos.

Estão sendo sequestrados judicialmente 9 veículos e 21 imóveis dos principais investigados. No total, 250 policiais estão atuando. Os envolvidos serão indiciados por corrupção ativa e passiva, associação criminosa, contrabando, facilitação do contrabando e falsidade ideológica, cujas penas máximas, somadas, podem chegar ao patamar de 23 anos de reclusão.

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