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02.04.2018 às 14:02h - atualizado em 02.04.2018 às 20:58h - Economia

Mobilização cobra medidas para melhorar aduana em Dionísio Cerqueira

Kelly Figueiró

Por: Kelly Figueiró São José do Cedro - SC

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Mobilização cobra medidas para melhorar aduana em Dionísio Cerqueira
Ivan Guilherme / Portal Peperi

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Uma manifestação acontece desde às 8h da manhã desta segunda-feira, 02, na BR-163, no acesso à aduana de cargas em Dionísio Cerqueira. O movimento “A Aduana é nossa” foi organizado pela Associação Comercial e Empresarial de Barracão e Dionísio Cerqueira (Ascoagrin). A entidade busca cobrar medidas para melhorar a estrutura e dar mais agilidade nos processos de liberação dos caminhões na Aduana de Cargas.

- Temos relatos de motoristas que ficam até 40 dias para liberar uma carga. Isso está levando as empresas de transporte a optarem por outras aduanas e prejudicando o desenvolvimento local. Também precisamos melhorar o fluxo para receber o movimento da Rota do Milho, que vai trazer mais caminhões do Paraguai para Santa Catarina – disse o presidente da Ascoagrin, Marcos Voltolini.

Um dos motivos da demora na liberação é a greve dos auditores fiscais, que se estende desde novembro do ano passado. Mas há também problema com o número de servidores.

A ideia do movimento é fazer um ato no acesso à aduana e convidar os motoristas a não ingressarem no pátio. A mobilização deve se estender até às 18h de amanhã.

O delegado da alfândega de Dionísio Cerqueira, Valter Solon Durigon, afirmou que a greve impactou entre 10% e 15% do movimento, mas que isso não representou mais do que 15 a 20 dias nas cargas, em casos excepcionais. Ele ressaltou que, desde a semana passada, quando dois auditores voltaram ao trabalho, o serviço está próximo do normal. Atualmente, dos oito auditores, três estão em greve.

Em entrevista para o Portal Peperi, o prefeito de Dionísio Cerqueira, Thyago Gnoatto, reforçou as cobranças, já que segundo pesquisas, a aduana emprega diretamente e indiretamente mais de 70% da população de Dionísio Cerqueira, Barracão e cidades próximas. Além disso, caminhoneiros da região inteira usam o local devido à facilidade.

Também em contato com a reportagem da Peperi, o coordenador adjunto no núcleo estadual da faixa de fronteira, Flavio Berte, esclareceu que a aduana que fica na região tem um desempenho pior do que as estruturas de fronteira do Paraná e do Rio Grande do Sul. Ele disse que, enquanto o tempo médio dos procedimentos aduaneiros é de quatro a seis dias nos outros dois estados, a demora em Santa Catarina é de até 20 dias para resolver algumas situações.

Berté informou que o protesto de hoje, que envolve toda comunidade, tem o objetivo de pedir a adoção de procedimentos integrados e mais rápidos para a liberação de cargas e mercadorias na aduana de Dionísio Cerqueira. Ele disse que o problema está na falta de procedimentos aduaneiros mais ágeis. O coordenador disse que o problema pode ser resolvido internamente pela própria gestão da aduana.

Fonte: NSC / Portal Peperi

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Foto(s): Ivan Guilherme/ Portal Peperi

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