Alberto Pereira de Araújo, de 29 anos, vítima que teve o corpo encontrado desmembrado dentro de uma mala na Praia do Santinho, região turística de Florianópolis, no final de 2025, morava no mesmo complexo residencial que a corretora Luciani Aparecida Estivalet Freitas, segundo a polícia.
A gaúcha foi morta e esquartejada na mesma região no início do mês. A Polícia Civil investiga se os casos estão relacionados.
Alberto era natural de Laranjal Paulista (SP), mesma cidade que Matheus Vinícius Silveira Leite, de 27 anos, um dos investigados pelo envolvimento na morte da corretora, chegou a ser segurança da padaria e era considerado foragido pela morte de João Batista Vieira, de 65 anos.
Matheus Vinícius também morava no complexo residencial na região dos Ingleses, em Florianópolis.
Além da semelhança entre os crimes, chamou a atenção da investigação o local onde a mala foi descartada — perto do conjunto residencial onde Luciani e os presos pela morte dela moravam.
"A partir de agora, a investigação recomeça para identificar os autores. Não se descarta relação com o caso da corretora imobiliária", informou o delegado Alex Bonfim, da Delegacia de Homicídios.
De acordo com o investigador, a identificação teve início após uma equipe da Delegacia de Roubos e Antissequestro, que investiga a morte da corretora, receber uma foto da suposta vítima.
"Com base nessa fotografia que nós recebemos, a equipe da Delegacia de Homicídios realizou pesquisas em fontes abertas e conseguiu a identificação civil de uma pessoa que poderia ser essa vítima no caso da da mala. Com base nos dados que nós obtivemos, essas informações foram levadas à Polícia Científica, que, por meio de raio-x e identificação odontológica, conseguiu demonstrar, de forma efetiva, que a vítima da mala era essa pessoa", explicou.
Como ocorreu a identificação?
O corpo do jovem havia sido encontrado na praia em 28 de dezembro de 2025. Ele estava fragmentado e em avançado estado de decomposição. Como ninguém procurou pela vítima, a identificação ficou ainda mais difícil.
Durante as investigações relacionadas à morte da corretora, a Polícia Civil começou a observar semelhanças entre os crimes, principalmente quanto à execução das vítimas, a forma de abandono e o local onde a mala foi deixada.
A identificação ocorreu em conjunto com a Polícia Científica, órgão pericial do estado.
Morte de corretora gaúcha
A corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, foi morta e esquartejada em Florianópolis, segundo a Polícia Civil. Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime, que é investigado como latrocínio, quando ocorre roubo seguido de morte.
Luciani foi dada como desaparecida pela família na segunda-feira (9). Os parentes estranharam o fato de ela não atender ligações e perceberam uma série de erros gramaticais em mensagens enviadas pelo celular da corretora.
Durante a investigação, a polícia também identificou compras feitas pela internet em nome da vítima, utilizando o CPF dela, o que reforçou as suspeitas de crime.
Fonte: G1 SC
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