17.11.2017 às 08:29h - Política

Quem está no regime semiaberto hoje é a sociedade, afirma Gelson Merisio

Cristian Lösch

Por: Cristian Lösch São Miguel do Oeste - SC

Quem está no regime semiaberto hoje é a sociedade, afirma Gelson Merisio
Divulgação / Portal Peperi

Conhecido por não poupar palavras duras quando o problema é sério, o deputado estadual Gelson Merisio (PSD) criticou nessa semana a situação da Segurança. “O Brasil e Santa Catarina têm uma decisão urgente para tomar. Ou vão conviver com o crime organizado por décadas ou têm que enfrentá-lo agora, de forma dura e definitiva”, afirmou Merisio. “Estamos em guerra contra a criminalidade. Precisamos reconhecer para, enfim, começarmos a ganhar”.

O deputado e pré-candidato a governador traça um paralelo com outros estados para mostrar como os catarinenses ainda podem fazer uma opção por um caminho diferente. A situação atual seria um limiar, em que ainda é possível reverter a atual tendência de aumento nos índices de violência.

“O Rio de Janeiro tem hoje 49 homicídios para cada 100 mil habitantes. O Rio Grande do Sul tem 28. Santa Catarina, 12. O limite máximo preconizado pela ONU é 10, o que quer dizer que já passamos o limite. Precisamos enfrentar o problema, como sociedade, com prioridade, com investimento no número de policiais, valorização dos profissionais e muito mais tecnologia”, defende.

Merisio é autor de cinco projetos de lei para a Segurança na Assembleia Legislativa. As propostas passam por dobrar o número de policiais nas ruas, por meio de um modelo de parcerias hoje já aplicado nos Estados Unidos e também pela aplicação de uma maior tecnologia nos processos das forças de segurança. Um dos exemplos mais citados por Merisio é a integração das câmeras de vigilância públicas com as da iniciativa privada, aumentando exponencialmente o alcance das áreas monitoradas. Hoje, a polícia tem cerca de duas mil câmeras. Esse número passaria a ser de dezenas de milhares de câmeras apenas com o compartilhamento de informações.

“Ou o bandido se sente acuado, pressionado a sair desse sistema do crime, ou seremos reféns dos nossos muros, trancafiados em nossas residências. Quem está no regime semiaberto é a sociedade. As pessoas passam o dia em liberdade condicional e são obrigadas a se trancafiar em casa durante a noite, com medo. Isso é incompatível com um Estado como Santa Catarina pela sua organização, pela sua gente de bem”, defendeu Merisio.

Comentar pelo Facebook

AL Contabilidade
Advocacia Fávero
Fique por dentro das últimas novidades do Portal Peperi.